segunda-feira, 13 de outubro de 2014
DESAFIOS PROFISSIONAIS
sábado, 15 de janeiro de 2011
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
ARTIGO CIENTÍFICO -
O trabalho de elaboração de um artigo científico não é difícil, mas, vai demandar tempo e disposição dos envolvidos no trabalho de pesquisa sobre o assunto escolhido e muita, muita leitura.
Quanto mais vasta for a referência bibliográfica, maior será a abrangência e confiabilidade da conclusão/considerações finais do autor ou grupo pesquisador.
Geralmente não há necessidade de leitura de livros completos, mas, dos capítulos que fizerem referência ao tema escolhido.
Durante a leitura dos referenciais bibliográficos, deve-se ir marcando os trechos polêmicos e latentes da pesquisa para posterior discussão sobre as aplicações ou não nas atividades temáticas afins.
Um bom artigo possui uma estrutura de acordo com as normas e diretrizes ditadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, além, é claro das normas para publicação de trabalhos ditadas pela revista ou periódico no qual deseja que seja publicado o seu artigo.
A formatação do trabalho exigida é geralmente papel tipo A4(21 x 27 mm), editor MS-Word 95 ou superior da Microsoft,citações e referências conforme ABNT, margens superior e esquerda com 3 cm, direita e inferior com 2 cm, fonte Times New Roman, estilo normal, tamanho 12, citações superiores a 3 linhas com corpo 10, recuo 3 cm, parágrafo com alinhamento justificado sem recuo, e espaçamento 1,5 entre linhas.
Os recursos de negrito, itálico, sublinhados e aspas somente devem ser utilizados de acordo com as normas do periódico que irá publicar o artigo.
Para que o seu artigo tenha uma formatação aceita pela revista, jornal, periódico, etc , você deverá ter em mãos as normas ditadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e as normas para publicação do trabalho, onde serás informado da remuneração (geralmente não é remunerado), a cessão de direitos autorais, enquadramento dos trabalhos à sessão da revista ou periódico, número de publicações a que o autor terá direito, entre outros.
Um artigo deve conter entre um mínimo de 10(dez) e um máximo de 15(quinze) páginas, o texto deve ser de fácil leitura evitando-se a utilização de gírias e jargões, enquanto o tema deve ser atual para que os leitores sejam atraídos por outros veículos na mídia que provavelmente estarão também citando a matéria objeto do seu artigo.
Entretanto, se o artigo for produto de matéria de pesquisa apresentada em televisão e, portanto já saturada, o efeito de atração do leitor poderá ser o inverso desejado, entediando o público e desmotivando a leitura do mesmo visto que a mídia televisiva atinge o público com maior facilidade.
É conveniente que o autor coloque em nota de rodapé na primeira página um breve currículo resumido de aproximadamente 3 a 5 linhas, para que o leitor tenha conhecimento das suas qualificações técnica.
Se o seu artigo for um trabalho de conclusão de curso, deverá figurar entre os envolvidos o “professor orientador” que terá um trabalho de auxílio aos autores desde a escolha do tema até o fechamento final e publicação do artigo científico.
Este professor orientador deverá figurar junto com os autores do artigo científico, dando maior confiabilidade aos dados apresentados e apurados na pesquisa que será agregado pelos leitores como base para novos pensamentos e ações.
Assim, quando fizeres um artigo científico é mister que os dados sejam estudados com afinco para que as conclusões ou considerações levem os leitores a pensar no objeto da pesquisa gerando e multiplicando conhecimentos.
Esta pequena matéria não tem como pretensão ensinar a elaboração de artigos, mas, tão somente questionar os pontos que este autor julga relevante e que devam ser tratados com critérios absolutos para gerar um trabalho que mereça um questionamento final por parte dos leitores.
É necessário estar aberto a críticas que serão feitas ao trabalho, que ajudarão o autor a pensar melhor sobre os pontos concluidos ou levados em consideração, podendo assim trazer também para o autor o pensamento dos leitores do artigo publicado.
É necessário e vital, que o(s) autor(es) dominem completamente o assunto para que a defesa pública do artigo seja convincente e demonstre coerência entre as partes do conteúdo do trabalho apresentado: Introdução, Desenvolvimento e Considerações Finais, tecendo assim o saber!
Ótimo trabalho de pesquisa a todos!
domingo, 26 de abril de 2009
O QUE É O CONHECIMENTO?
Podemos começar com um pensamento do grande físico austríaco Erwin Rodolf Josef Alexandre Schrodinger, que diz o seguinte:
“O Conhecimento isolado obtido por um grupo de especialistas num campo restrito não tem em si mesmo qualquer espécie de valor. Só tem valor no sistema teórico que o integra no conhecimento restante, e apenas na medida em que contribui realmente, nesta síntese, para responder a questão: Quem somos nós?”.
Podemos então dizer que o conhecimento é tudo aquilo que é transmitido de pessoa a pessoa através dos ensinamentos, ou seja, se você tem um profundo conhecimento e deixa-o adormecido, de nada valeu todos os seus investimentos para conseguí-lo. As noites acordado no laboratório procurando uma substancia capaz de curar a doença de chagas, a AIDS, ou o câncer não terá nenhuma valia se não cumprir o seu propósito que é a cura do mal. É preciso que o mundo conheça aquilo que você descobriu, e aquilo que você sabe deve ser transmitido adiante, pois, quando morremos levamos para o túmulo tudo o que guardamos em nosso cérebro através das leituras, dos seminários, dos fóruns.
O professor é um grande gerador de conhecimento, quando diante de seus alunos expõe suas idéias estruturada no pensamento de grandes filósofos, físicos, cientistas e poetas como Aristóteles, Sócrates, Platão, Gastón Bachelar, Albert Einstein, Benjamim Franklin, Isaac Newton, Carlos Drummond, Álvares de Azevedo e Vínicius de Morais entre outros. Para o filósofo Edgar Morim é importante observar que todo o conhecimento do mundo é sempre reconstrução/tradução, que é feita por outro em determinada época. As escolas levam aos alunos uma enorme gama de informações, oferece saberes antes desconhecidos, entretanto, nenhuma explica o que é exatamente o conhecimento. Durante as aulas há uma troca muito salutar de conhecimentos entre o mestre e os alunos onde estarão criando o conhecimento como ciência. Segundo o principio hologramático de Morim, é impossível a idéia cartesiana de que é possível conhecer o todo a partir do conhecimento das partes, e para ele a parte e o todo formam uma única realidade, uma vez que o todo tem um certo número de qualidade e de propriedades ocultas nas partes quando as mesmas estão separadas, e se analisarmos as partes individualmente fora do contexto não teremos uma avaliação real e consistente. Isso vem explicar o motivo pelo qual não podemos conhecer o todo somente através do conhecimento das partes, pois, quando elas estão integradas num determinado contexto ela têm outras reações que sozinha não seriam ativadas. Nenhum conhecimento por mais atual que seja poderá ser classificado como eterno, devido à constante interferência do sujeito enquanto constituinte do objeto de sua criação. O conhecimento de todo o mundo é efêmero sempre baseado na construção/reconstrução, tornando impossível que uma ciência produza o mundo real em sua complexidade. Todo conhecimento produzido em qualquer lugar do mundo é provisório, pois, poderá a qualquer momento ser superado por novas realidades produzindo assim um novo pensamento, uma nova cultura, e novas probabilidades de compreensão do mundo.
Para terminar deixemo-nos levar inteiramente à meditação através do pensamento de dois grandes filósofos, Sócrates e Lavoisier:
“NA NATUREZA NADA SE PERDE, NADA SE CRIA; TUDO SE TRANSFORMA.” ( LAVOISIER)
“SÓ SEI QUE NADA SEI.” (SÓCRATES)
(a) Adm. Jésus Fernandes Leão
