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domingo, 26 de abril de 2009

O QUE É O CONHECIMENTO?


Podemos começar com um pensamento do grande físico austríaco Erwin Rodolf Josef Alexandre Schrodinger, que diz o seguinte:


O Conhecimento isolado obtido por um grupo de especialistas num campo restrito não tem em si mesmo qualquer espécie de valor. Só tem valor no sistema teórico que o integra no conhecimento restante, e apenas na medida em que contribui realmente, nesta síntese, para responder a questão: Quem somos nós?”.

Podemos então dizer que o conhecimento é tudo aquilo que é transmitido de pessoa a pessoa através dos ensinamentos, ou seja, se você tem um profundo conhecimento e deixa-o adormecido, de nada valeu todos os seus investimentos para conseguí-lo. As noites acordado no laboratório procurando uma substancia capaz de curar a doença de chagas, a AIDS, ou o câncer não terá nenhuma valia se não cumprir o seu propósito que é a cura do mal. É preciso que o mundo conheça aquilo que você descobriu, e aquilo que você sabe deve ser transmitido adiante, pois, quando morremos levamos para o túmulo tudo o que guardamos em nosso cérebro através das leituras, dos seminários, dos fóruns.

O professor é um grande gerador de conhecimento, quando diante de seus alunos expõe suas idéias estruturada no pensamento de grandes filósofos, físicos, cientistas e poetas como Aristóteles, Sócrates, Platão, Gastón Bachelar, Albert Einstein, Benjamim Franklin, Isaac Newton, Carlos Drummond, Álvares de Azevedo e Vínicius de Morais entre outros. Para o filósofo Edgar Morim é importante observar que todo o conhecimento do mundo é sempre reconstrução/tradução, que é feita por outro em determinada época. As escolas levam aos alunos uma enorme gama de informações, oferece saberes antes desconhecidos, entretanto, nenhuma explica o que é exatamente o conhecimento. Durante as aulas há uma troca muito salutar de conhecimentos entre o mestre e os alunos onde estarão criando o conhecimento como ciência. Segundo o principio hologramático de Morim, é impossível a idéia cartesiana de que é possível conhecer o todo a partir do conhecimento das partes, e para ele a parte e o todo formam uma única realidade, uma vez que o todo tem um certo número de qualidade e de propriedades ocultas nas partes quando as mesmas estão separadas, e se analisarmos as partes individualmente fora do contexto não teremos uma avaliação real e consistente. Isso vem explicar o motivo pelo qual não podemos conhecer o todo somente através do conhecimento das partes, pois, quando elas estão integradas num determinado contexto ela têm outras reações que sozinha não seriam ativadas. Nenhum conhecimento por mais atual que seja poderá ser classificado como eterno, devido à constante interferência do sujeito enquanto constituinte do objeto de sua criação. O conhecimento de todo o mundo é efêmero sempre baseado na construção/reconstrução, tornando impossível que uma ciência produza o mundo real em sua complexidade. Todo conhecimento produzido em qualquer lugar do mundo é provisório, pois, poderá a qualquer momento ser superado por novas realidades produzindo assim um novo pensamento, uma nova cultura, e novas probabilidades de compreensão do mundo.

Para terminar deixemo-nos levar inteiramente à meditação através do pensamento de dois grandes filósofos, Sócrates e Lavoisier:

“NA NATUREZA NADA SE PERDE, NADA SE CRIA; TUDO SE TRANSFORMA.” ( LAVOISIER)

“SÓ SEI QUE NADA SEI.” (SÓCRATES)

(a) Adm. Jésus Fernandes Leão


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